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Curitiba é um município brasileiro, capital do estado do Paraná, localizado a 934 metros de altitude no Primeiro Planalto Paranaense,[8] a mais de 110 quilômetros do Oceano Atlântico,[12] distante 1 386 km a sul de Brasília, capital federal. Com 1 963 726 habitantes,[1] é o município mais populoso do Paraná e da região Sul, além de ser o 8.º do país, segundo estimativa populacional calculada pelo IBGE para 2021. Fundado em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba tornou-se uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão,[13] vindo, em 1853, a ser a capital da recém-emancipada Província do Paraná. Desde então, a cidade, conhecida pelas suas ruas largas,[14] manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de diversos imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria, alemães, poloneses, ucranianos e italianos,[15] que contribuíram para a atual diversidade cultural.

Curitiba experimentou diversos planos urbanísticos[16] e legislações que visavam controlar seu crescimento, que a levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e cuidado com o meio ambiente.[16][17] A maior delas foi no transporte público,[18][19][20] cujo sistema inspirou o TransMilenio, implantado em Bogotá, na Colômbia.

Também conta com elevada posição nos indicadores de educação, a menor taxa de analfabetismo e a melhor qualidade no ensino básico entre as capitais.[21][22] O Índice Mastercard de Mercados Emergentes 2008, criado com a intenção de avaliar e comparar o desempenho das cidades em diferentes funções que interligam os negócios e o comércio no mundo inteiro, posicionou-a como a 49.ª com maior influência global.[23] Curitiba foi classificada pelo Índice Verde de Cidades de 2015, realizado pela Siemens com a Economist Intelligence Unit, como a mais ambientalmente sustentável da América Latina.[24] Também foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das “cidades criativas” do Brasil em 2014, ao lado de Florianópolis.[25]

Em uma recente pesquisa publicada pela revista Forbes, Curitiba foi citada como a terceira cidade mais sagaz do mundo, que considera esperta a urbe que se preocupa, de forma conjunta, em ser ecologicamente sustentável, com qualidade de vida, boa infraestrutura e dinamismo econômico.[26] Curitiba recebeu a classificação de cidade global gama- por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[27] Entretanto, alguns problemas socioeconômicos persistem, em 2016 a capital paranaense foi classificada no 44.º lugar entre as 50 cidades com as maiores taxas de homicídio do mundo.[28]

 

Topônimo

Ver artigo principal: Etimologia de Curitiba

A etimologia do topônimo “Curitiba” é complicada e sofre mudanças segundo vários autores. Conforme Antenor Nascentes, é vocábulo de procedência língua tupiKu’ri”, que significa “pinheiro” + “tuba”, um sufixo coletivo que tem como significado “pinho, pinhal”. Ex-“Curituba”, na grafia oficial com “o” na primeira sílaba, permanecendo a ortografia “Corituba”, que ocorre como “curé”, significando “pinhão” + “tyba”, que significa “muito” ou “coré” + “tyba”, cujo significado ao todo é “pinheirame”. Os dicionários de Antônio Gonçalves Dias, Orlando Bordoni, Luís Caldas Tibiriçá, Silveira Bueno e Teodoro Sampaio mostram uma versão praticamente igual, com algumas modificações: “curi-tyba” que significa “muitos pinheiros, pinheiral”.[3]

O pesquisador Mário Arnaud Sampaio ensina que a palavra procede da língua guarani pura, “Kuri’yty”, corruptela de “Kuri’yndy” significando “pinheiral”. O presidente do estado do Paraná, Afonso Alves de Camargo estabeleceu oficialmente a atual ortografia, Curitiba, por intermédio de Decreto-Lei, promulgado em 1919, pois, até então o topônimo da cidade era grafado de ambas as formas: “Curityba” e “Corityba”, étimos diferenciados.[3] A denominação dos habitantes naturais do município é curitibanos, topônimo de uma cidade homônima localizada no estado vizinho de Santa Catarina, fundada por moradores de Curitiba.[29]

Curitiba reúne determinados apelidos no decorrer de seu passado, sendo um dos mais famosos o de Cidade Sorriso. Conforme o que se diz, essa alcunha surgiu num documento ufanista como tentativa de reversão da famosa antipatia sofrida pelo povo da cidade.[30] Outro título dado ao município foi o de Capital Ecológica, em função das políticas dirigidas para a sustentabilidade.[30]

História

Período colonial

Os primórdios do atual município de Curitiba remontam ao século XVII, quando o caminho de Queretiba foi percorrido pelos bandeirantes, que chegavam à procura de ouro fora da Serra do Mar, por intermédio de Paranaguá.[31][32] Eleodoro Ébanos Pereira chefiou a primeira expedição oficial que coordenou os serviços de extração de minas de ouro nos Distritos do Sul (inclusive Curitiba). Os primeiros nomes que surgem na história de Curitiba, após Ébano Pereira, são os de Baltasar Carrasco dos Reis e Mateus Martins Leme. Entretanto, conforme o historiador Romário Martins:[3][4]

…não foi esse o primeiro grupo povoador do planalto curitibano. Antes dele houve os que fundaram arraiais de mineradores quase estáveis na região aurífera atravessada pelos caminhos de Açungui e do Arraial Queimado (Bocaiuva do Sul), a seguir Borda do Campo (Atuba) e Arraial Grande (São José dos Pinhais).[4]
 
Romário Martins.
 
Centro Cultural Vilinha e escultura do Cacique Tindiquera, que teria demarcado o marco zero de Curitiba, no vizinho município de Pinhais.

Após superar as peripécias de cruzar a serra, os portugueses se estabeleciam na povoação chamada Vilinha, em conformidade com registros deixados por historiadores.[31][32] Em 1668, um pelourinho foi erguido por Gabriel de Lara, chamado o povoador, no povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Um grupo integrado por dezessete povoadores assistiu ao erguimento do pelourinho. Este foi o marco inicial da história de Curitiba.[33] No entanto, Gabriel de Lara não é descrito como o criador da vila da Curitiba, sendo que o episódio é atribuído a Eleodoro Ébano Pereira por determinados historiógrafos.[3][4]

Posteriormente, sem achar o ouro que queriam, andaram para frente e se fixaram onde atualmente se encontram a praça Tiradentes e o Centro Histórico de Curitiba.[31][32] A Vilinha, povoação à beira dos rios Atuba e Bacacheri, e nas comunidades indígenas se localizavam as origens dos atuais bairros do Bairro Alto e do Atuba.[31][32] Existe uma lenda sobre a fundação de Curitiba, narrada por vários historiadores, com a qual estão relacionados os grupos de primeiros colonizadores, constituídos pelas famílias Seixas, Soares e Andrade.[3][4]

Esses bandeirantes, em tempo incerto, convidaram o cacique dos Campos de Tindiquera, às margens do rio Iguaçu, para indicar o lugar mais adequado para instalar definitivamente a povoação.[4] O cacique, na frente de um grupo de habitantes, levou na mão uma enorme vara. Depois de suas longas andanças, palmilhando enorme superfície de campos, fixou essa vara no solo e falou: “Aqui”, e neste local construiu-se uma pequena capela, erguida de pau-a-pique, no mesmo lugar onde hoje se acha a igreja matriz de Curitiba, sendo sucedida por outra, de pedra e barro, a qual atendeu a comunidade entre 1714 e 1866, quando foi construída a Catedral Metropolitana.[3][4]

Em 29 de março de 1693, o povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba foi promovida à condição de Vila.[4][34] Naquela época, em harmonia com Romário Martins, além de Mateus Martins Leme e Carrasco dos Reis, moradores do Barigui, na época povoavam a vila:[4]

…o capitão Antonio Rodrigues Seixas, escrivão da vila em 1693, em Campo Magro; Manuel Soares e Aleixo Mendes Cabral, no Passaúna, João Rodrigues Cid, no Cajuru, Antônio Rodrigues Cid em Uberaba, etc.
 
Romário Martins.

Não há exatamente uma data precisa da criação do núcleo Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, depois Curitiba. No entanto, se considerarmos os relatos do Dr. Rafael Pires Pardinho, ouvidor-geral da vila, em 1721, é aceito o ano de 1661 como oficial.[3][4]

Além do extrativismo mineral, apareceram a pecuária nos campos e a agricultura de subsistência (para a subsistência dos próprios agricultores) nas áreas florestais. Curitiba se encontrava no ponto de contato de mineradores com pecuaristas. Apesar de tudo isso, a mineração não progrediu por largo tempo e os mineradores se dirigiram para Minas Gerais durante o final do século XVII. No século XVIII, a pecuária e o comércio bovino favoreceram o estabelecimento dos povoadores e o progresso da região. A vila se encontrava no caminho do gado, construído em 1730, do Rio Grande do Sul até Minas Gerais, para comercializar bovinos e muares. Com a abertura de uma nova estrada, a qual não atravessava mais seus campos, a vila, durante certa época, permaneceu isolada.[13][35][36]

Período imperial

 
Panorama de Curitiba, em gravura de Jean-Baptiste Debret, 1827.

Curitiba foi elevada à categoria de sede de comarca por intermédio de alvará Imperial, de 19 de dezembro de 1812, e promovida à condição de cidade pela lei da província de São Paulo n.º 5 de 5 de fevereiro de 1842. Pela Lei Imperial n.º 704, de 29 de agosto de 1853, Curitiba foi designada capital da recém-estabelecida província do Paraná, desmembrada da de São Paulo.[4] Pelo empenho e esforço na emancipação política do Paraná, várias pessoas haviam deixado seu nome nos anais da história. Em 1853, a Câmara Municipal, que operava perto do pátio da matriz, possuindo a seguinte formação: Benedito Enéas de Paula, Fidélis da Silva Carrão, Manuel José da Silva Bittencourt, Floriano Berlintes de Castro, Francisco de Paula Guimarães, Inácio José de Morais, Francisco Borges de Macedo, Antônio Ricardo Lustosa de Andrade, tendo na presidência o coronel Manuel Antonio Ferreira.[3][4]

Em 1820, já denominada na época de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, dispunha de 220 casas. No entanto, o começo da extração e da comercialização da erva-mate e a madeira impulsionou novamente seu crescimento. Vinte e dois anos depois já contava com 5 819 habitantes. Em 1854 já era a capital da recém-criada província do Paraná.[13][35] Em 1820, Curitiba também foi visitada pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, que ficou encantado com a cidade, e certas partes de seus apontamentos afirmam o seguinte:[3][4]

 
Mapa de Curitiba em 1894
 
Vista geral de Curitiba em 1900, com dados de progressão populacional: 1780 (2 949 hab.), 1857 (10 000 hab.), 1858 (11 313 hab.), 1872 (11 730 hab.), 1890 (24 553 hab.), 1900 (50 124 hab.)
 
Antiga Estação Ferroviária de Curitiba, atual Museu Ferroviário de Curitiba.
 
Praça Tiradentes, anos 1950. Arquivo Nacional.
…As ruas são largas e quase regulares… a praça pública é quadrada, muito grande e coberta de grama… as igrejas são em número de três, todas construídas de pedra… em nenhuma outra parte do Brasil eu havia visto tantos homens verdadeiramente brancos, como no distrito de Curitiba… pronunciam o português sem a alteração que revela a mistura da raça caucásica com a vermelha… são grandes e bonitos, tem os cabelos castanhos e tez rosada, maneiras agradáveis… as mulheres têm traços mais delicados do que as das outras partes do Império por onde viajei. Elas se escondem menos e conversam com desenvoltura.
 

Esta descrição reflete o caráter civilizado e determinado do povo curitibano de 1820, que originou a Curitiba do fim do século XX. Da Curitiba do Ligeirinho, da Ópera de Arame, da Rua das Flores e da Rua 24 Horas.[3][4]

Na época, a colonização, por intermédio da imigração europeia, especialmente italiana e polonesa, foi estimulada pelo governo da província. Foram criados, desde 1867, 35 núcleos coloniais nas terras de floresta ombrófila mista na periferia dos campos de Curitiba. A cidade experimentou um novo surto progressista. Progrediu a agricultura e começou a industrialização.[13][35][36]

Desde o movimento imigratório, iniciado no Paraná, que então pertencia à Província de São Paulo, em 1829, Curitiba acolheu, por vários lados, multidões de famílias, em muitas épocas e das mais diversas origens como alemães, italianos, poloneses e ucranianos, sendo também objeto de migração voluntária de povos como paulistas, gaúchos, catarinenses, mineiros e fluminenses. Tudo isso exerceu influência na composição social, infraestrutural, artística e econômica, ao longo do tempo.[4]

Em 2 de fevereiro de 1885 inaugurou-se a Estrada de Ferro Curitiba Paranaguá, impulsionando o desenvolvimento de Curitiba, que passava, a partir desta data, a ter uma ligação rápida e moderna com o Porto de Paranaguá. Assim a ferrovia podia escoar mais eficientemente seu principal produto de exportação, a erva-mate.[37]

Período republicano

Em 1894, devido à Revolução Federalista, as tropas revolucionárias, lideradas por Gumercindo Saraiva, invadiram e dominaram Curitiba. Naquela época, a cúpula governamental inteira, chefiada pelo governador em exercício, Dr. Vicente Machado, deixou a capital paranaense, encontrando refúgio em Castro durante três meses, de 18 de janeiro a 18 de abril, somente voltando para Curitiba, depois do término do cerco.[38][3][4]

Um dos acontecimentos mais importantes da história de Curitiba ocorreu em 19 de dezembro de 1912, com a criação da Universidade Federal do Paraná, planejada e concretizada por Victor Ferreira do Amaral, Nilo Cairo e Pamphilo de Assumpção. Depois de implantada a república no Brasil, o primeiro prefeito de Curitiba foi Cândido Ferreira de Abreu (maio de 1893 a dezembro de 1894).[4] Em 1911, o município era constituído somente pelo distrito sede; já em 1929 o território municipal se subdividia em seis distritos de paz. Eram eles: Campo Magro, Nova Polônia, Portão, São Casimiro do Taboão, Santa Felicidade e o distrito da Sede.[4] Segundo a Divisão Territorial de 1936, a comarca de Curitiba abrangia três termos: o da sede (Piraquara, Rio Branco e Tamandaré), também o de Araucária e ainda o de Colombo, (Bocaiuva e Campina Grande). A Lei Estadual n.º 1452, de 14 de dezembro de 1953, determinou a nova divisão judiciária do município, com a criação de dez Distritos Judiciários, que eram: Sede, Portão, Taboão, Barreirinha, Boqueirão, Cajuru, Campo Comprido, Santa Felicidade, Umbará e Tatuquara.[3][4]

No século XX, depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade progrediu, maiormente, em função do crescimento da cafeicultura, no norte do Paraná, e do estímulo da agricultura, mormente no oeste do estado.[13][35][36]

Curitiba foi capital da república entre os dias 24 e 27 de março de 1969, na época em que vigorava a ditadura militar, por questão propagandí­stica, visto que a cidade era uma das capitais brasileiras que não fizeram oposição ao regime.[39] Desde 1972, Curitiba está elaborando um plano de humanização, começado pelo então prefeito Jaime Lerner. Dessa forma, não somente estão mudando as características de seu centro, como também o comportamento da população em aperfeiçoar sua qualidade de vida. Em 1989, Lerner, que se elegeu em 1988, foi novamente empossado na prefeitura de Curitiba

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